A biomanta de fibra de coco é um produto de bioengenharia consolidado no mercado brasileiro, regulamentado pela norma DNIT 074/2006-ES para uso em controle de erosão de taludes e encostas de rodovias e ferrovias. Para fabricar uma biomanta que atenda às especificações do mercado, é preciso entender o que cada parâmetro da fibra-matéria-prima significa para o produto final.
A biomanta (coconet ou coir geotextile) é um tecido ou feltro não-tecido de fibra de coco longa, instalado sobre taludes, encostas, margens de canais e áreas de recuperação ambiental para:
A norma de referência brasileira é a DNIT 074/2006-ES — Especificação de Serviço, que trata do "Tratamento ambiental de taludes e encostas" e menciona expressamente a tela de fibra de coco (ex: Tela Fibrax® 400BF) como material aplicável. Usos documentados incluem obras da duplicação da BR-101 NE nos estados de PE, AL, SE e BA.
A resistência mecânica da biomanta é diretamente proporcional ao comprimento das fibras. Fibras longas (> 20 cm) se entrelaçam e formam uma estrutura coesa que aguenta o peso do solo sobre o talude, o fluxo de água superficial e o impacto de máquinas durante a instalação. Fibras curtas (< 10 cm) têm baixa coesão e não permitem a tecelagem ou agulhagem que forma a biomanta.
Além do comprimento, a coarseness (grossura) e a rigidez da fibra longa de coco seco são superiores às da fibra de coco verde — outro motivo pelo qual a biomanta de qualidade é produzida a partir de coco maduro, não de coco verde.
Há dois processos principais para fabricação de biomanta de coco:
A fibra longa é transformada em corda (twine) e a corda é tecida em teares para formar a tela. É o processo mais comum no mercado nacional. O espaçamento da trama define a abertura da malha e a gramatura final. Biomanta de 400 g/m² tem malha mais fechada que a de 200 g/m².
A fibra é depositada em manta e passada por uma agulhadeira, que entrecruza as fibras mecanicamente sem tecelagem. Produz um não-tecido mais denso e uniforme, com melhor cobertura do solo, mas requer maquinário específico (agulhadeiras como as da DILO Group, líder mundial nesse segmento, ou suas equivalentes brasileiras).
O mercado de biomanta de coco no Brasil é concentrado em obras de infraestrutura (rodovias, ferrovias, hidrelétricas, estabilização de taludes em loteamentos e parques). As principais empresas que fabricam e distribuem biomanta de coco no país incluem Diprotec Geo, GeoSul Geossintéticos e NTC Brasil — todas compradoras de fibra longa a granel.
Obras públicas licitadas por DNIT e DERSA são os maiores compradores. O critério de especificação na licitação costuma citar a norma DNIT 074/2006-ES e exigir gramatura mínima (300 ou 400 g/m²), resistência à tração e certificado de origem da fibra.
A fibra de coco também é usada em aplicações geotécnicas mais amplas que a biomanta convencional:
Ao pedir cotação de fibra para produção de biomanta, especifique: